História do Egito

Narmer

Um dos primeiros reis egípcios, Narmer foi provavelmente o governante que unificou a região até então dividida em Alto Egito e Baixo Egito. Para a história ficar mais complicada, o rio Nilo corre do norte para o sul, então o Alto Egito, onde nasce o rio, fica embaixo, ou seja, ao sul, enquanto o Baixo Egito fica ao norte. Narmer uniu as coroas dos dois reinos, tornando-se o faraó do Alto e do Baixo Egitos. Pode-se ver um retrato desse rei na antiga placa de pedra entalhada conhecida como Paleta Narmer.

Imhotep

Imhotep era o grande conselheiro do faraó Djoser, e acabou se tornando mais famoso do que o próprio amo. Acredita-se que tenha sido dele o projeto da primeira pirâmide em degraus. Imhotep tinha muitos talentos: além de grande inventor, também era considerado muito bom poeta, médico e ainda o idealizador da Casa da Vida e o primeiro grande mago do Egito – mas esse é um segredo que a Casa de Vida não revela. Depois de morto, passou a ser venerado como um deus.

Pirâmide de Khufu ou Quéops

A Grande Pirâmide, em Gizé, foi durante quatro mil anos a maior construção no mundo, erigida sob ordens do faraó Khufu. Chamado pelos gregos de Quéops, Khufu é lembrado como um rei cruel, mas sua tumba era fabulosa. Teve nove filhos e quinze filhas – um bocado de presentes de aniversário, hein!

Ramsés II, o Grande

Considerado um dos faraós mais célebres, Ramsés expandiu o campo de influência do Egito ao conquistar grandes regiões do Oriente Médio. Construiu cidades e templos de alto a baixo do Nilo. Seus monumentos mais famosos são os templos escavados de Abu Simbel. Há quem acredite que Ramsés foi o faraó mencionado na Bíblia que se desentendeu com Moisés e mandou perseguirem-no.

Akhenaton

Um dos faraós mais esquisitos a governar o Egito, Akhenaton – conhecido como Amenhotep IV no começo de seu reinado – decidiu mudar a religião do reino e banir os templos politeístas, a fim de adorar apenas Aton, o deus sol. Ao lado de sua rainha belíssima, a famosa Nefertiti, construiu uma nova capital, Amarna. Infelizmente suas reformas trouxeram para ele muitos inimigos. Quando morreu, seu filho, o conhecido Rei Tut, voltou atrás na política religiosa e reconheceu os velhos deuses. Amarna foi abandonada e os sacerdotes fizeram todo o possível para apagar os rastros do antigo faraó.

Hatshepsut

A faraó Hatshepsut, um dos governantes mais bem-sucedidos do Egito, era na verdade uma rainha regente. Ela assumiu o reino pois seu filho Tutmés III (ou Tutmósis III) ainda era muito jovem para governar. Comandou o Egito por 22 anos, proclamou-se faraó e chegou a decretar que deveria ser chamada de rei, não de rainha. Também usava uma falsa barba cerimonial, como a dos reis homens. Sim, senhor rainha! Que confusão!

A Grande Esfinge de Gizé

Ninguém sabe realmente quem construiu essa estátua impressionante, mas se costuma creditar o faraó Khafre (ou Quéfren, do grego), cuja pirâmide fica atrás da esfinge. Conta-se que Khafre teve um sonho que o incitou a construir o monumento. Sob as patas da esfinge, há um túnel, descoberto apenas no século XX, que a princípio não leva a lugar nenhum – é um beco sem saída. Ou ao menos é nisso que a Casa de Vida quer que você acredite…

Cleópatra VII

A última rainha do Egito, Cleópatra, era na verdade grega, descendente do general Ptolomeu – que serviu a Alexandre, o Grande, e fez do Egito um Estado controlado pela Grécia séculos antes. Ela se apaixonou por Marco Antônio e ficou ao lado dele na Guerra Civil romana. Quando os exércitos de Cleópatra e Marco Antônio foram derrotados por Augusto César, a rainha se suicidou, deixando-se picar por uma serpente venenosa supostamente colocada dentro de seu vestido. Foi assim que terminou o último grande reinado egípcio e o Egito se tornou parte do Império Romano.